Estive no Rio de Janeiro durante a semana passada, a trabalho. Copacabana parece um mundo à parte, com seus dias tão ensolarados e suas pessoas magéeeeeeeeeeeeerrimas correndo num calçadão que não pára nunca, nem mesmo de madrugada. É uma espécie de lugar em férias por tempo indeterminado. Bares cheios, chope gelado, cachorrinhos passeando, mulatas sorridentes em biquinis coloridos. É tudo tão lindo que seria muito chato se fosse verdade.
Eu era uma defensora ferrenha do carnaval de rua. Contava os dias para A Festa, aquele período em que eu me acabaria nas ladeiras de Olinda e ruas de Recife.
Antes de ir morar em Brasília, eu não brincava as prévias por que não ganhava o suficiente para bancar tantas festas: a maioria é em locais fechados e requer algum investimento. Quando eu morava em Brasília, só podia vir a Recife no período de Carnaval, por causa do feriado. Este ano, finalmente, eu comecei a brincar Carnaval bem antes do período momesco. E não troco essas preliminares por mais nada.
As festas são maravilhosas e, deixando de lado a hipocrisia, quanto mais caras, melhores. Sábado fui a uma delas, o Carnaval da Tradição, que aconteceu numa ótima cachaçaria aqui de Recife. O preço do ingresso foi um pouco salgado para os padrões da cidade, o que transformou a festa numa espécie de carnaval VIP. Isso significou acompanhar o Bloco da Saudade, um dos mais tradicionais de Recife, com apenas algumas dezenas de pessoas, contra os milhares que saem na segunda-feira atrás do mesmo bloco. Ver o show de Silvério Pessoa tão de perto que quase pude sentir o hálito do meu maior ídolo pernambucano da atualidade. E dançar ao som da melhor orquestra de frevo, a do Maestro Spok, com espaço suficiente para arriscar algumas piruetas.
Tenho curtido tanto as prévias que resolvi brincar o Carnaval apenas no Galo da Madrugada, e de camarote. Ou o carnaval de rua tem se tornado cada vez mais tumultuado e desgastante, ou eu mudei de idéia quanto ao contato com a massa gigante que invade as ruas nessa época.
Percebi que é um risco defender certas posições, quando ainda nem se experimentou o que há do outro lado do nosso mundinho. Ou, como dizia um velho amigo socialista, "a burguesia também tem seus encantos." Nem que seja brincar as prévias carnavalescas. Um carnavalzinho particular é muito melhor do que eu podia imaginar. E ainda vem mais por aí.
E pro período da folia, o desconhecido: naturismo em Tambaba.
Sem explicar muito, a demora toda para voltar a blogar deveu-se, é claro, à minha mudança para Recife. Muitas caixas e móveis realocados depois, sobrevivi à minha enésima mudança nesses últimos anos.
A nova moradia pareceria comum, selva de pedra à frente e ao lado...
Não fosse pela visão, a partir de uma das janelas, do Estádio dos Aflitos, do meu querido Clube Náutico Capibaribe, agora na Primeira Divisão, hohohohohoho...
01 de dezembro, o brega-lamba-greante de Victor Camarote & Banda Arquibancada. Só clássicos do brega, o melhor do pior das últimas décadas, no Nordeste e redondezas. É um som alegre, dos bons, pra dançar a noite toda.
02 de dezembro, Del Rey. Os vídeos dos caras no YouTube, como esse que eu linkei aí embaixo, que não fazem jus ao que, de fato, é a apresentação de Mombojó mais Chinaman cantando Roberto Carlos. É simplesmente indescritível.
De quebra, tem Clube Du Ben, uma outra banda que toca clássicos do samba rock.
Enfim, acho que essas repaginagens ainda vão dar muito pano pras mangas.
Praia de Pedra do Xaréu, no Cabo de Santo Agostinho. Absoluta top one, é a mais bonita e agradável que eu conheci no litoral do estado, até agora. As pedras formam um cenário exótico e o local é tranquilo, sem badalação e com bares no melhor estilo riponga.
Alguns trechos ficam desertos mesmo, como esse aí. As pedras e vegetação nativa ajudam a pensar que estamos na ilha de Lost, mas sem a companhia de Sawyer. :)
Marco Zero, em Recife, ponto inicial da história da cidade e hoje local [fica numa praça] de festas, cultura, mobilizações, passeios pelo Rio Capibaribe ou simplesmente ou belo final de tarde. A frase inteira diz: deste marco partem todas as distâncias para todas as terras de Pernambuco.
Esse aí é o barco-escola da Prefeitura do Recife, que faz aula-passeio pelo Rio Capibaribe, todos os dias. Ao fundo, esculturas de Francisco Brennand, mas quase não dá pra ver nessa foto.
A propósito, meus pés querem programar uma visita à fantástica Oficina de Brennand. Vocês saberão quando eles estiverem lá.